Lembro que no ginásio (Fundamental II) tínhamos um caderninho de trovinhas. Sempre que alguém trazia um versinho novo, já tratávamos de copiar. Era uma coleção de versinhos. Havia também os cadernos de recordação, que acabavam sendo uma forma exercitar a escrita. Lembro dos caderninhos perguntas. Acho que era igual ao que você se referiu em sua postagem. Sem falar nos diários. Eu escrevia diários e, coitadinha, achava que meus segredinhos bobos estavam seguros, trancados por uma minúscula chavezinha. Era uma adolescente bem bobona, criançona mesmo. Meus segredinhos fariam rir as menininhas da 5ª série. Mas parei de escrever diários quando percebi que minha mãe estava lendo o que eu escrevia. Falava como se estivesse adivinhando meus pensamentos. Um dia, vi que a minúscula fechadura estava um pouco diferente, mais amassadinha e era possível abrir e ler todos os segredos de minha alma de adolescente apenas forçando um pouco para baixo. Daquele dia em diante, rasguei tudo o que eu escrevi e nunca mais escrevi uma só linha em diários. Se antes eu rabiscava meus sentimentos no papel, deixei de fazer isso, para nunca mais. Hoje, dos meus pensamentos, só Deus conhece...
Abraços
Deborah
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